segunda-feira, 19 de março de 2012

percepção

Queria que você viesse.

Mas melhor ainda seria:

Queria que você, sem palavras, apenas viesse.

Talvez fosse apenas melhor porque o fato de ir não existia realmente, era uma criação, era um pedido, era como se deus existisse, a felicidade e o indoeuropeu existissem, mas não existem. E tudo isso não passa de pura invenção... sabe, ilusão "vir sem palavras, entre o silêncio", acho que é bem difícil perceber como as vírgulas estão ali apenas por um motivo.
Mas, no final, não importa essa frase, nunca importou, no entanto, não deixo de lembrá-las. É como se eu me agarrasse mais às frases do que aos meus sentimentos em relação a elas, veja bem, o gosto de alma, aquele gosto de alma que nunca sai da minha boca, encosta na tua e você se entedia com meu gosto amargo e, ao mesmo tempo doce, acho que eu sou assim... cheia de gosto de alma.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

estrelinhas.

Criamos sonhos - um céu estrelado com vários pontos luminosos de sonhos brilhando - no momento, eles encontram-se alcançáveis porque acabaram de ser criados... mas quanto mais ando para chegar perto, é como se cada um deles estourassem, como uma bola de aniversário, então parece que cada vez mais o céu ficará sem essas mesmas estrelas. Apesar do céu sem elas, ainda é possível imaginá-las lá no alto, vagando por ali, esperando para serem tocadas.Quando o mundo surgiu que foi de toda uma explicação bem científica e booooooooooooooooooooooommmmmmmmmmmmmmmmmmmm...
Mas a verdade é parece que o mundo morreu há milênios atrás e tudo que a gente faz é cheirar o pó do resto, esse resto nojento que a gente soca e enfia na cara dos outros, "olha, vivemos num mundo muito bonito e interessante!"
Mas, na verdade, as coisas bonitas do pó são raras. Uma das coisas bonitas é sair e ver o sol cair no mar, todos os dias, o sol cai no mar e ninguém vê. E depois esses sonhos-estrelas aparecem e a gente olha pro céu, pensando "ah! ah! um dia, um dia!" mas a mentira da mamãe que somos do tamanho dos nossos sonhos surge como um soco no nariz, sabe, quebrou teu nariz. Limpa o sangue com a blusa pra esconder a vergonha de ser nada mais que um alguém-pó, isso daí é covardia. Lembro-me do tempo que criticaram a menina-coragem porque ela pegou e saiu com o rosto todo em sangue, porque teve coragem de dizer: eu sou pequena demais pro sonho. e aí ela deixou de esperar demais, a gente deixa de esperar, quando deixamos de esperar por essas coisas acontecerem pros sonhos-estrelas surgirem nas nossas mãos, acabamos por virarmos mais humanos-chatos, então andamos com nossas roupas-adultos e vestimos nossa personalidade-feliz e saímos por aí casando, filhos e responsabilidade; até o belo dia que teu sonho te dá um chute no peito, e você pensa: o que aconteceu? mas, na verdade, nada aconteceu. você se tornou aquilo que o pó se torna, somente pó.

destruímos sonhos o tempo todo. caímos na realidade o tempo todo. por isso decidi ser a menina-estrela. Apenas não pergunte como.